O Movimento de Mulheres Camponesas do Acre (MMC-AC) é uma instância estadual do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), organização nacional que reúne mulheres trabalhadoras rurais — agricultoras, extrativistas, ribeirinhas, arrendatárias — em defesa de direitos, autonomia, dignidade e sustentabilidade. mmcbrasil.org+2mmcbrasil.org+2
No Acre, o MMC-AC tem como missão fortalecer o papel das mulheres no campo, promover igualdade, agroecologia e desenvolvimento sustentável, articulando com políticas públicas estaduais e nacionais.

Histórico e trajetória

  • A base histórica do MMC no Acre remonta ao final dos anos 1980. Um estudo afirma que “a luta do MMC no Acre … é marca maior desde a sua criação em 1988”.

  • Em 2023, o MMC-AC celebrou 35 anos de lutas e resistência no estado. 

  • Em âmbito nacional, o MMC se estrutura desde a década de 1980 como movimento de mulheres rurais, e em 2004 assumiu o nome atual para abarcar essa diversidade de mulheres no mundo do campo.

Principais eixos de atuação

  1. Formação e organização política
    O MMC-AC realiza encontros estaduais, oficinas de formação, e espaços de debate sobre identidade, trabalho, gênero, agroecologia. Exemplo: o “III Encontro de Mulheres Camponesas do Acre” com discussões sobre memória, trajetórias, saúde mental, carta das camponesas. 

  2. Agroecologia e fortalecimento da produção rural feminina
    Por meio de projetos em municípios como Bujari, Jordão, Plácido de Castro e outros, o MMC-AC entregou equipamentos para quintais produtivos, galinhas, formações em horticultura agroecológica, com a meta de elevar a autonomia das mulheres rurais. Direitos das mulheres rurais e articulação política
    – Demandas como aposentadoria para mulheres rurais, salário-maternidade, reconhecimento do trabalho das mulheres da roça.
    – Parcerias com o estado: por exemplo, a Secretaria de Estado da Mulher do Acre (Semulher) firmou acordo técnico com o MMC para logística de participação de mulheres da zona rural em feiras e iniciativas de empreendedorismo rural.

  3. Identidade, cultura e sustentabilidade
    O movimento articula a preservação cultural das mulheres do campo, ribeirinhas, extrativistas, valorização dos saberes locais, bem como a defesa da vida, da floresta, da água frente ao modelo dominante de desenvolvimento. Estudos acadêmicos destacam a interface entre o feminismo camponês e agroecologia no MMC.

Atuação recente e impacto

  • Em janeiro de 2025, o MMC-AC concluiu um projeto de fortalecimento de quintais produtivos em diversos municípios do Acre, entregando equipamentos e formações.

  • Em 2025, a Semulher e o MMC assinaram cooperação para apoiar mulheres da zona rural do Bujari, com foco em empreendedorismo, autonomia econômica e superação da violência.

  • Os encontros estaduais cumprem função de visibilização das mulheres no campo, fortalecendo redes, produção de documentos (como Carta das Camponesas do Acre) e articulação com movimentos nacionais e internacionais.

Informações institucionais

  • A sigla MMC-AC é usada para o ramo estadual do Acre.

  • Em bases de dados, existe a ― potencialmente distinta ― associação cadastrada como “Associação de Mulheres Camponesas do Estado do Acre”, com CNPJ 48.998.104/0001-63, sede em Rio Branco, atividade de defesa de direitos sociais. 

  • O endereço desta associação aparece como Rua Rosa de Saron, 53 – Conjunto Universitário, Rio Branco-AC.

Importância para o Acre

  • O Acre possui forte tradição de lutas no campo: extrativismo, seringueiros, ribeirinhos, povos tradicionais. Nesse contexto, o MMC-AC representa a articulação específica das mulheres que ocupam esses espaços rurais e florestais, fortalecendo práticas sustentáveis, agroecológicas e de empoderamento.

  • A atuação do MMC-AC contribui para políticas públicas estaduais que reconhecem o papel das mulheres no campo, abrindo espaço para protagonismo, renda, direitos e sustentabilidade.

  • A celebração dos 35 anos demonstra o enraizamento do movimento e sua consistência no tempo, transformando práticas e identificando desafios contemporâneos (mudança climática, soberania alimentar, direitos de gênero, territórios).

Desafios e perspectivas

  • Garantir que as formações e produções agroecológicas se tornem caminhos de autonomia econômica sustentável para as mulheres rurais.

  • Lutar por reconhecimento institucional, políticas específicas para mulheres rurais, melhoria de acesso à terra, aposentadoria, crédito, infraestrutura, combate à violência no campo.

  • Fortalecer a cultura, a identidade e os saberes tradicionais das mulheres, inclusive em contextos amazônicos e ribeirinhos.

  • Ampliação da articulação com movimentos nacionais e internacionais, para trocar experiências, visibilizar lutas e influenciar agendas públicas.

Considerações finais

O MMC-AC é uma organização social relevante no cenário do Acre: com décadas de atuação, compromisso com igualdade de gênero, valorização do campo e da floresta, práticas agroecológicas e empoderamento das mulheres camponesas. Se a sua menção de “há 35 anos cultivando igualdade e sustentabilidade no Acre” está alinhada, confirma-se que o movimento reconhece esse período de história.

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