História do Instituto Mulheres da Amazônia (IMA)

O Instituto Mulheres da Amazônia (IMA) é uma organização da sociedade civil com CNPJ ativo desde 2002, com sede em Rio Branco, no Acre.


Desde sua fundação, o IMA tem se dedicado a defender os direitos das mulheres da Amazônia, com especial atenção para aquelas que vivem em territórios tradicionais, indígenas, ribeirinhos, populações da floresta e das águas. Sua atuação articula justiça de gênero, justiça ambiental, valorização dos saberes ancestrais e enfrentamento à violência contra a mulher.

Principais marcos e atuações

O IMA foi reconhecido legalmente em 2002, e ao longo dos anos cresceu em representatividade, parcerias e projetos regionais.

Entre seus focos estão: apoiar parteiras tradicionais da floresta; promover políticas públicas que garantam autonomia para mulheres; defender o meio ambiente; lutar contra o feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio; e fortalecer o protagonismo feminista amazônico.

A presidente do IMA, Concita Maia, inclusive tem se envolvido em debates públicos sobre a regulamentação da profissão de parteira e valorização do conhecimento tradicional vinculados à saúde, cultura e direitos das mulheres nos territórios mais distantes do Acre.

Valores, identidade e legados

O IMA opera com uma identidade plural: reconhece as múltiplas identidades femininas da Amazônia — indígenas, negras, caboclas, ribeirinhas — e valoriza que cada uma delas contribui com saberes, resistências e lutas específicas.

Tem defendido que justiça ambiental e justiça de gênero andam juntas: combater a devastação da floresta é também proteger corpos, territórios, culturas e modos de vida historicamente invisibilizados.

A atuação do IMA é marcada pela escuta, pela articulação de redes, por espaços de empoderamento e ação direta, aproximando movimento feminista, direitos humanos, povos tradicionais e políticas públicas.